Movimento-Punk-4

 

São Francisco, 1979

A provocante “California Über Alles”, dos Dead Kennedy tocava ensurdecedoramente no último andar do pequeno prédio de tijolos avermelhados e LJ ouvia sentado na escada de incêndio enquanto fumava um baseado. Os vizinhos não tinham mais coragem de reclamar, desde que o Sr. Alfred, o síndico, apareceu espancado e morto na lixeira dos fundos do beco. – Tinham certeza que isso era obra do sujeito esquisito do quarto andar, com aquele cabelo horrível e olhos amarelados que faziam todos desviarem o olhar ao serem encarados por ele. Mas não podiam provar.

LJ não era a única figura estranha naquele bairro da periferia de São Francisco, claro, mas parecia ser uma das mais emblemáticas: Sempre vestido com calças sujas e rasgadas, coturno e camisetas de malha pretos, diversos adereços de couro, correntes e apliques de metal; vez ou outra uma velha jaqueta jeans customizada com tachas, o cabelo montado num moicano amarelo e vermelho, maquiagem pesada nos olhos. LJ era um punk bastante radical. Não foram ele e seus amigos que espancaram o síndico, mas ele sabia quem foi. Viu tudo de seu posto de observação na escada de incêndio que saía exatamente no beco onde o crime aconteceu. O atacante também era um punk, mas de outro bairro, pois LJ não o conhecia. Desde então ficou observando o sujeito, esperando um momento para pega-lo e limpar sua barra na vizinhança. Por duas vezes tentou segui-lo e não conseguiu, o cara desaparecia de repente. Mas sempre estava de volta no bairro de LJ, onde havia um restaurante filipino no qual várias bandas de punk e rock tocavam.

Lá estava o sujeito misterioso, como previsto. Uma banda nova tocava no palco e ele tentava conversar com uma garota de cabeça raspada e grandes alargadores nas orelhas. Usava o mesmo sobretudo de couro surrado e segurava uma cerveja na mão cheia de anéis, que muitas vezes teriam a função de um soco inglês, sem o inconveniente de precisar dar explicações à polícia. O estranho tinha as laterais da cabeça raspadas e uma longa faixa de cabelo negro ao centro, que ia do topo do crânio ao meio das costas. LJ estava atento para não o deixar escapar dessa vez, mas sentiu um frio na espinha ao perceber que o sujeito o encarava e sorriu para ele, exibindo dentes triangulares modificados, o que pareceu mais um gesto ameaçador que de cortesia, claro. LJ desviou o olhar e prestou atenção na banda desconhecida, cujo vocalista de cabelos espetados se esgoelava no palco.

-Quer conversar, cara? – A voz sussurrada do estranho em seu ouvido assustou LJ, que não o viu se aproximar. Mas a firmeza com a qual ele segurava seu braço mostrava que a frase não foi um convite. – Vem comigo.

-Qual é, cara? Porque eu iria contigo em algum lugar? Nem sei seu nome…

-Newell, se quer saber. Vi você me seguindo duas vezes já e hoje estava me observando. Como parece que você não é gay e nem um maldito policial, deve querer outra coisa comigo. Sei que viu o que fiz com o velho no beco semanas atrás. É sua chance de saber porque. Vem.

LJ hesitou um pouco, mas foi atrás do estranho para fora do show. Newell seguiu confiante na direção do prédio onde LJ morava, como se soubesse que ele o seguiria de qualquer forma. Newell entrou no beco escuro e silencioso e esperou que LJ chegasse, acendeu um cigarro encostado à grande lixeira onde havia deixado o cadáver do velho síndico.

LJ chegou pouco depois e observou Newell soltar uma baforada antes de falar:

-Então cara!… Estou aqui, explique-se. – disse, tentando parecer corajoso. Newell olhou para ele e seus olhos brilhavam no escuro, como pequenas chamas amarelas acesas.

-Você sabe o que aquele velho fazia, LJ?

-Do que você está falando?

-Dos meninos, LJ… Dos meninos que ele atraía para seu apartamento e abusava.

-Ouvi boatos… Ninguém tinha certeza disso e…

-Eu tinha. O filho da puta era bem discreto, mas naquela noite eu o peguei em flagrante. Por isso o trouxe aqui e dei fim nele. Odeio pedófilos, LJ. São meu prato predileto…

-Prato? Não entendi…

Newell saiu das sombras e agarrou a gola de LJ encarando-o. Os olhos brilhando quase dourados e os dentes modificados parecendo mais afiados vistos de perto, porém os incisivos eram ainda maiores e mais afiados. LJ se arrepiou todo enquanto Newell o erguia como se fosse um travesseiro de penas.

-Você é inteligente rapaz! – sibilou Newell – Nada tenho contra você, mas se continuar me seguindo serei obrigado a te dar o mesmo tratamento que dei aquele porco!

-Que isso, cara! Eu… eu…

-Nem tente me enrolar, LJ. Como eu disse, você é um cara inteligente e sabe manter a boca fechada quando precisa. Só estou te mostrando quem sou por causa de ter testemunhado a morte do velho pedófilo. Guarde esse segredo com você e manterá seu rabo livre de encrenca.

Newell soltou LJ no chão, que recuou trêmulo até a parede do beco, sem saber como lidar com aquilo. “Esse cara não é humano!” – pensou. Newell continuava de pé entre LJ e a entrada do beco, olhando para ele com aqueles olhos dourados, faiscantes. Ajeitou o sobretudo e se virou para ir embora mas, antes de sair do beco, olhou sobre os ombros e disse:

-Está avisado. Não quero saber de você atrás de mim de novo. – então se foi.

LJ suspirou fundo e secou o suor frio da testa antes de se levantar. Precisava entrar em seu apartamento e beber uma cerveja urgente, sua garganta estava seca e não tinha coragem de retornar ao show naquela noite. Dentro do apartamento, e já com uma de suas últimas cervejas na mão, que tomou quase num só gole, o rapaz tentava entender aquilo. Newell era um vampiro, claro! Pôde ver suas presas e seus olhos, que jamais esqueceria, além do hálito desagradável, misto de cerveja e algo apodrecido. Com certeza nunca esqueceria aquele ser… Não teve coragem de ir fumar seu baseado na escada de incêndio, temendo ver algo mais que se arrependesse, então foi dormir.

Por meses, ouviu boatos que sabia serem verdade. Não só em seu bairro, mas em diversos locais da cidade, ocorreram mortes misteriosas. Três integrantes de uma gangue numa noite, encontrados esfacelados na Market Street… Noutra, um punk que estuprava garotas perto da Washington Street… Dias depois outro pedófilo foi encontrado num apartamento perto do restaurante filipino… Uma prostituta que drogava e matava clientes nas imediações do Píer 39… – Os traços em comum: todas as vítimas eram criminosos e seu sangue fora totalmente drenado. – LJ tinha certeza que Newell estava envolvido em todos os casos, mas temia comentar e ver novamente o vampiro à sua frente, lhe cobrando o sigilo ou pior… Embora o tenha visto ainda algumas vezes nos shows do restaurante filipino, manteve respeitosa distância. Depois Newell desapareceu e com ele se foram as mortes inexplicáveis, mas os pesadelos de LJ… esses ficaram.

São Paulo, 2009

Os caros sapatos italianos emitiam seu som peculiar no piso de mármore. Todos já haviam deixado o prédio exceto o pessoal da recepção e os seguranças, que ele cumprimentou como sempre ao sair pelas enormes portas de vidro blindado do centro empresarial. O ar frio na área externa o fez ajeitar a gola do casaco de lã, enquanto caminhava até o estacionamento para alcançar o aconchego de seu carro e se livrar, mesmo que temporariamente, do peso da valise cheia de documentos importantes.

Agora executivo de uma multinacional transferido para o Brasil, ouvia nos seus fones Bang & Olufsen o som de “Why Don’t You Get a Job?” do Offspring. Os cabelos louros bem cortados com fios grisalhos nas têmporas e a face crivada de pequenas rugas trazidas pelos seus quase cinqüenta anos, não lembrariam a ninguém o corte usado num passado distante. O gosto musical inalterado, um piercing discreto na orelha direita e as tatuagens que não apareciam sob o terno; além da alma rebelde, foram tudo o que restou do punk que encontrou um vampiro no fim da década de setenta e hoje é o respeitável Mr. Louis James Stevenson. Sua trajetória de lá até a posição privilegiada atual não vem ao caso, mas o fato é que a frase de Newell teve influência nisso: “Você é inteligente, rapaz!”…

LJ desativou o alarme do carro, abriu a porta e jogou a valise no banco traseiro. Como sempre, acendeu os faróis e engatou a ré, manobrando para sair da vaga. Fazia isso de forma automática já, mas por reflexo deu uma breve olhada no retrovisor e freou o veículo abruptamente no meio da manobra, com o susto: Havia alguém atrás do carro.

Olhou de novo e nada mais viu, teria sido uma sombra talvez? Ou um assaltante? – Não, claro! O estacionamento do centro empresarial era totalmente seguro… Deu partida novamente no carro para terminar a manobra e um novo susto o surpreendeu! A suposta sombra abriu a porta do carona e sentou-se ao seu lado, encarando-o e lhe arrancando um grito de pavor. O homem à sua frente trazia características peculiares: implantes sob a pele lhe davam falsos chifres rombudos na testa e protuberâncias na face coberta por tatuagens, que inclusive preenchiam de negro a parte naturalmente branca dos olhos. Piercings nos lábios e supercílios completavam a face bizarra que o observava. Mas os olhos, apesar da pigmentação, traziam nas pupilas aquele brilho amarelado do passado! Newell estava extremamente mudado mas LJ reconheceria aqueles olhos em qualquer lugar! Antes que pudesse dizer algo, Newell sorriu exibindo os antigos dentes serrilhados e falou, sarcástico:

-Que foi, LJ? Você também está irreconhecível, sabia?

-Mas… mas o que você está fazendo aqui? – perguntou atônito o executivo.

-Vim falar sobre o nosso trato, lembra-se?

-Não fiz trato nenhum com você, Newell. – disse LJ – apenas guardei um segredo seu.

-E fez isso muito bem, todos esses anos.

-Você não imagina o quanto isso me custou… Nunca mais tive paz desde aquela noite em San Francisco, mas esperava não te reencontrar nunca. O que quer agora?

-Vejo que não estava enganado a seu respeito. Você deixou aquela vida de derrotados e cresceu muito, mais que qualquer outro humano que conheci. Se bem que foram poucos os que sobreviveram. Vamos sair daqui.

Contrafeito pela inesperada companhia, LJ terminou de manobrar o sedan e saiu do estacionamento. Evitava olhar para o acompanhante, embora isso não o tranquilizasse.

Já em plena Marginal, Newell respondeu sua pergunta:

-Vim te visitar para pagar a lealdade do seu silêncio. Não me importa se guardou o segredo por medo ou por outra coisa; o fato é que te acompanhei por todo esse tempo, sem me deixar notar, até estar convencido de que não representava mais um risco. E mesmo assim, você manteve o que prometeu. Nunca contou a ninguém.

-Não quero nada de você, vampiro. Aliás, quero sim! Que me dê a certeza de que não precisarei mais ter a sensação de que sou seguido. Muitas, muitas vezes mesmo, senti sua presença. Abandonei San Francisco por causa disso. Larguei o movimento por causa disso, mudei de vida e de ambiente para me ver livre dessa sensação. E finalmente achei que vindo para o Brasil ficaria livre! Então você aparece! Diabos!!! – LJ deu um soco no volante.

-Então só te fiz bem! Veja você agora, quem imaginava que aquele pirralho maconheiro e desviado se tornaria um executivo de sucesso? Só por isso eu devia considerar minha dívida de gratidão muito bem paga…

-Já você… – disse LJ olhando para a figura insólita ao seu lado, vejo que permaneceu naquela vida. Porque não continuou lá, matando pessoas e curtindo shows alternativos de punk rock?

-Essa imagem é uma camuflagem, meu caro. É com ela que me misturo entre os humanos que me dão abrigo e alimento. E não mato pessoas, somente seres abjetos cuja morte apenas torna menos odiosa a existência dos bons e dá às vítimas o gosto doce da vingança. Mato monstros para sobreviver, e sua espécie está repleta deles.

-Não vou discutir isso com você… Não me interessa.

Ignorando a resistência de LJ, Newel olhou pela janela escura do carro observando os borrões de luz formados pelos postes e outros veículos deixados para trás no percurso.

-Já pensei em te oferecer a vida eterna, sabe?… Isso foi há alguns anos, mas mudei de ideia. Você se tornaria um imortal depressivo e atormentado. Pare o carro perto da próxima saída, à direita. É lá que eu ficarei. E pode ficar tranquilo de hoje em diante, LJ. Nunca mais voltará a saber de mim e nem sentirá que estou espreitando você. Vou embora de vez daqui. A Europa possui inúmeros lugares onde um vampiro como eu, com essa aparência, pode se sentir em casa. Londres, Bruxelas, Berlim… enfim, muitos lugares. Mas não poderia partir e te deixar com essa dúvida. Sei o quanto essa paz será preciosa para você.

LJ reduziu a velocidade e sinalizou à direita, parando o carro sob uma ponte. No concreto da estrutura, entre pichações e cartazes envelhecidos colados uns sobre outros, pode ver uma figura curiosa num grafitti: Um demônio muito parecido com o Newell que estava ao seu lado. Não sabia o que dizer para ele.

-A paz de se sentir livre daquele acordo é meu último presente para você, LJ. – continuou Newell enquanto soltava o cinto de segurança e destravava a porta do carro. – Mas quando chegar em casa encontrará outro. Tome as providências que julgar adequadas para ele.

Dizendo isso, Newell saltou do carro e se esgueirou pelas sombras sob a ponte, desaparecendo desta vez para sempre. LJ soltou o ar num suspiro de alívio, embora inquieto com as últimas palavras do vampiro. O que ele quis dizer com outro presente, em sua casa? Nem teve tempo de perguntar isso a Newell. Curioso, deu partida no veículo e seguiu seu caminho.

Duas horas antes…

A discreta mansão onde LJ morava era alugada pela companhia e ficava numa rua tranquila, uma alameda residencial num bairro de luxo. Porém, uma casa grande, habitada por uma única pessoa com horários mais ou menos constantes, mesmo tendo empregados, não era um alvo difícil para invasores. Sorrateiro, Newell escalou o muro de trás e saltou suavemente sobre o deck da piscina. Pretendia aguardar a chegada de LJ ali, para se despedir dele. Aquela noite seria perfeita para isso, pois a governanta estava de folga, a arrumadeira e a cozinheira já haviam ido para suas casas e o vigia da rua, de uma empresa contratada, cochilava na viatura estacionada umas duas quadras além da casa. Se esgueirou pelas sombras do muro evitando as câmeras de segurança e observou o estúdio montado nos fundos da casa, onde LJ trabalhava às vezes até tarde e ouvia suas músicas prediletas. Dali alcançou o terraço no piso superior.

Apenas o som de grilos no gramado e o de um ou outro carro passando na rua quebravam o silêncio, enquanto Newell aguardava a chegada de LJ acocorado num canto do terraço, de onde poderia ver o carro entrar pelos altos portões automáticos.

Sua audição aguçada então percebeu um estalo, um graveto se quebrando no lado oposto da casa. Não estava sozinho ali. Furtivo, Newell se deslocou até os fundos do terraço e deu a volta pelo telhado, para ver o que ou quem causara o barulho. De cima da casa, viu dois vultos no corredor lateral. Dois homens. Um alto e corpulento, com jaqueta preta de nylon e trazendo um taco de beisebol. O outro, magro mas atlético, usava uma malha de lã surrada e portava uma arma. Ambos tinham o rosto coberto por toucas pretas de motociclista. Assaltantes.

Newell desceu pela coluna sem ser visto, como um gato faria. Esperou recostado à larga coluna revestida de pedra e, quando o sujeito magro passou por ele o atacou, desarmando-o. O grandão veio furiosamente sobre ele mas foi detido por um chute certeiro no abdômen, que o fez soltar o taco quando caiu estrondosamente sobre um banco de madeira na varanda. Enquanto ele estava atordoado, Newell se apoderou do taco de beisebol e atingiu o comparsa com um golpe potente na têmpora, ouvindo o osso se quebrar. O sujeito estatelou no chão gramado, desacordado ou morto.

Newell saltou sobre o brutamontes e derrubou-o novamente no piso da varanda, pressionando seu pescoço com as mãos. Sorriu exibindo as presas ao observar o olhar horrorizado do homem ao fitar seu rosto modificado, seus pequenos chifres rombudos e os olhos negros com pupilas amarelas. Sabia o medo que imprimia nas pessoas com sua aparência e, antes que o sujeito pudesse gritar, cravou-lhe os dentes sugando o líquido vital quente e carregado de adrenalina. Em instantes o ladrão, forte como um touro, relaxou enfraquecido pela morte.

Newell foi conferir o outro bandido, mas apenas constatou que o golpe na cabeça fora fatal. O sangue dele não havia esfriado ainda, mas Newell estava satisfeito. Retirou as toucas de ambos e percebeu que se tratavam de skin-heads, carecas membros de alguma gangue, atraídos pela oportunidade de um assalto vantajoso à casa de LJ. Se Newell não estivesse ali, quando LJ chegasse os bandidos certamente o espancariam e matariam. Newell conhecia bem o violento comportamento desses tipos.

Deixou os corpos onde estavam e partiu para encontrar LJ antes que saísse do centro empresarial. Afinal, depois daquele incidente, não seria mais possível conversar com LJ na casa…

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Quando entrou na rua LJ ficou surpreso com o que viu. O lusco-fusco das luzes de viaturas e de uma ambulância em frente à sua casa o sobressaltou, e ele estacionou o carro do lado oposto para ver o que acontecia. O vigia da rua cutucou o ombro de um policial e apontou para o sedan de LJ, o que fez o oficial vir em sua direção.

-Boa noite. – disse ele num tom lacônico, profissional – O senhor mora aqui?

-Sim. O que aconteceu?

-Preciso de seus documentos, senhor. Não saia do carro.

Mais dois policiais se aproximaram, com as mãos nos coldres, em atitude preventiva. LJ retirou a carteira e estendeu os documentos ao primeiro policial, que os pegou e conferiu, anotou seus dados e devolveu-os em seguida.

-O vigia da rua nos chamou, depois de ver um indivíduo saltar do muro. Não conseguiu identifica-lo nem detê-lo, mas ao olhar pelas grades aí da frente viu que havia alguém caído no gramado ali na lateral e pensou se tratar de um morador. O senhor teve sorte de não estar em casa, ou poderíamos não estar conversando aqui, senhor Louis… Haviam dois corpos no seu quintal, de indivíduos procurados, violentos e perigosos. Tudo indica que tentaram invadir a residência para roubar, mas alguém os impediu. Tem ideia de quem seja?

-Não. – mentiu LJ.Mais uma vez sabia quem era o responsável, embora a polícia nem ninguém acreditaria se falasse. Entendeu que o presente ao qual Newell se referiu era este: ele havia salvado sua vida! Todo o contratempo da investigação, de depoimentos, talvez da imprensa o incomodando, não eram nada frente a este fato. E mesmo daquela maneira estranha como tudo aconteceu, concluiu que o vampiro no fim das contas era o mais próximo do que poderia chamar de um amigo de verdade.

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