“Uma garota volta para casa sozinha à noite”, ou apenas “A garota”, é um filme de vampiro apresentado no Festival de Sundance neste ano. Gosto muito de vampiros que fujam ao convencional, e a personagem desse filme é um desses tipos: Uma garota exótica, que cruza as ruas num skate e vestindo um chador (um tipo de capa, da indumentária típica do oriente médio).

A Garota
Arash Marandi e Sheila Vand no filme ‘A Girl Walks Home Alone at Night.’ – Foto: Kino Lorber Inc.

“Os vampiros têm o peso da eternidade”, diz a cineasta Amirpour. “Eles são muito maiores do que os zumbis ou Jason [Sexta-Feira 13] ou assassinos em série. Eles abrangem o tempo e a história da humanidade.” – E de acordo com ela, um vampiro que se parece com um ‘descolado’ vulnerável, mas festeja com traficantes de drogas e os brutos alfa… bem, isso é foda… (se referindo a versões modernas do personagem).

O filme coloca a criatura da noite – chamada simplesmente de “The Girl”- em um mundo de sonho preto-e-branco, com rapazes bonitos, muscle cars,A Garota Cartaz punks, drogados e sua fuga dos predadores masculinos. Ela parece ser uma donzela em perigo, cruzando as ruas escuras de uma cidade chamada “Bad City” (um dublê de ficção para Teerã, via sul da Califórnia). Mas uma vez que a menina é ameaçada, ela rapidamente entra em modo sanguessuga. As complicações surgem quando um galã local mexe com algo em seu coração morto-vivo, além da fome primal.

A cineasta Ana Lily Amirpour, na época em que morou na Costa Leste (EUA), andava de skate e usava um chador. Foi o que a inspirou na criação da personagem. “A partir do momento que eu senti a capa em mim, me senti tão natural e bem”, diz Amirpour. “Me sentia como o vento … como se eu fosse uma arraia, uma criatura. Foi incrível.” De repente, ela teve a ideia de usar uma skatista vestida de chador como a heroína de algum tipo de grande história – e para ela, não havia nada mais importante do que os vampiros…

O chador é tão escuro e geométrico, que a influenciou a fazer o filme em preto e branco. Tem uma trilha sonora arrasadora com bandas iranianas subterrâneas, como Radio Teerã e Kiosk. Amirpour insistiu em filmar em Farsi como uma forma de mostrar suas raízes culturais, apesar dos investidores pedirem para fazer o filme em Inglês.

Texto adaptado de matéria veiculada no site da revista Rolling Stone. (Link)

Curioso que semanas atrás, sem saber desse filme, postei um conto aqui com uma personagem semelhante (sem o chador, claro…).

 

 

 

Veja o trailler oficial do filme:

 http://www.youtube.com/watch?v=_YGmTdo3vuY

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